Setor de seguros supera com folga taxa de inflação e cresce cerca de 9%

arte carta conjuntura

A queda sistemática de diferentes indicadores, que têm resultado na queda da inflação e nas taxas de juros, tem aumentado a confiança em diversos setores da economia – indústria e comércio. A melhora destes índices tem sido o propulsor para o crescimento que o setor de seguros estima para o mercado em 2017. Segundo dados apresentados na Carta de Conjuntura do Sindicato dos Corretores no Estado de São Paulo (Sincor-SP), do mês de agosto, descontando o seguro DPVAT que teve uma queda de receita expressiva, o setor de seguros já cresce a quase 10%, o que irá proporcionar ganho real, superando com folgas as taxas de inflação de 2017.

Nos ramos típicos de seguros – onde estão incluídos os seguros de auto, residencial e empresarial, mas sem considerar as operações de saúde suplementar, a variação acumulada foi de mais de 6% em valores até julho de 2017, contra valores até julho de 2016.  Nessa perspectiva o faturamento em 2016 foi de R$ 55,8 bilhões frente a R$ 59,4 bilhões em 2017.

Esse valor está fortemente influenciado pela queda da receita do seguro DPVAT nesse exercício. Caso esse ramo fosse excluído, a variação acumulada subiria para 9%. Ou seja, somente o comportamento do DPVAT em 2017 resulta em uma perda de dois a três pontos percentuais. “Sem o DPVAT a receita estabelece um acréscimo de R$ 4,6 bilhões”, comenta o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.

Segundo ele, apesar de todos os pontos favoráveis, não podemos esquecer a necessidade de reformas no País, condição básica para a continuidade desse cenário em médio e longo prazo. “De qualquer maneira, hoje há mais otimismo na economia, quando comparado ao retrato de 2016”, diz Camillo.

Em 2017, nos dados acumulados até julho, o ramo de pessoas cresceu 11%, um destaque até agora nesse exercício. Foram R$ 17,5 bilhões de faturamento em 2016 diante de R$ 19,5 bilhões em 2017.

Reflexos do crescimento na corretagem

Anualmente, a evolução da quantidade de corretores tem sido praticamente constante. Ao final de 2014, eram 36 mil; ao final de 2015, 38 mil; ao final de 2016, o total de corretores de seguros no Estado de São Paulo foi de 40,3 mil. “Em média, temos dois mil novas empresas corretoras ou corretores, com uma taxa de crescimento, aproximadamente de 5% a 6% ao ano”.

Atualmente, 63% são corretores pessoas físicas e 37% corretoras pessoas jurídicas. Dos corretores existentes no Estado, 80% se especializam em todos os ramos; e 20% em vida, previdência ou saúde. Outra característica importante é que, na cidade de São Paulo, estão localizadas 48% das corretoras existentes em todo o Estado.

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