Sete dicas para escolher o plano de Previdência Privada

A previdência privada é um tipo de investimento para quem quer uma aposentadoria mais tranquila financeiramente

O setor de previdência privada ganhou cerca de 400 mil novos participantes em 2019 e aqueles que estão planejando contratar um plano neste ano precisam estar atentos. Para que não haja equívoco na escolha, Jorge Nasser, Diretor-Presidente da Bradesco Vida e Previdência, aconselha sete passos:

 

Entender o que é um Plano de Previdência:

É muito importante estar bem informado sobre o produto que está sendo adquirido. A previdência privada é um investimento com fiscalização da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), usada por muitos como uma segurança para aposentadoria, sem depender, futuramente, do Governo. A dinâmica básica é a construção de uma reserva financeira, que poderá ser utilizada em um momento predeterminado.

 

Definir o objetivo do plano:

Estamos falando de um investimento de longo prazo que pode ajudar a atingir diversos objetivos pessoais. Já há algum tempo temos adotado uma abordagem muito mais abrangente sobre sua utilidade. Temos orientado nossos clientes que eles podem utilizar o recurso para o período em que não estiverem mais trabalhando, mas também como uma reserva financeira para, por exemplo, a realização de viagens, períodos sabáticos e estudos.

 

Definir o tipo de incentivo fiscal:

Há duas modalidades de planos de previdência privada: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). A diferença entre eles é basicamente a incidência do Imposto de Renda (IR). A modalidade PGBL consegue deduzir da base de cálculo do IRPF as contribuições e aportes feitos ao plano em até 12% da renda bruta anual tributável. Para quem faz a declaração de imposto de renda de forma simplificada ou possui isenção, a melhor opção é a modalidade VGBL.

 

Definir o regime tributário:

Ao fazer parte de um plano de previdência privada é necessário optar por um regime de tributação: progressivo ou regressivo.

A tabela progressiva é a tributação mensal dos salários, crescendo segundo o valor do benefício, do capital a ser resgatado ou dos rendimentos, de acordo com o incentivo fiscal. Caso você faça o resgate antecipado, é cobrado 15% do imposto de renda, sendo alíquota fixa.

Já a tabela regressiva depende do tempo de aplicação, com 2 anos tem tributação de 35%. Não há um certo ou errado, o importante é identificar o mais atraente e vantajoso para cada caso.

Não há um certo ou errado, o importante é identificar o mais atraente e vantajoso para cada caso.

 

Taxa de administração:

Sobre a taxa de administração, a indicação é só uma: nem sempre a mais barata indica um fundo melhor. Fique atento!

 

Definir forma e periodicidade de contribuição:

Nos planos de previdência privada é possível escolher o valor da contribuição e a sua periodicidade, que pode ser mensal ou anual. Dessa forma, é possível se programar melhor financeiramente.

 

Reavaliar periodicamente seu plano:

A previdência privada atualmente é um produto bastante flexível. Tome proveito dessa vantagem. É possível migrar de plano para que o produto se adeque de acordo com cada período das nossas vidas.

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