São Paulo é o segundo estado no ranking de exportações do agronegócio brasileiro

Em maio, o estado exportou quase dois bilhões de dólares. As principais commodities vendidas ao exterior foram a soja, a carne bovina e o açúcar

 

O estado de São Paulo foi o responsável por 12,8% das exportações do agronegócio brasileiro no mês de maio, ficando atrás apenas de Mato Grosso no ranking de maiores exportadores. As vendas externas de São Paulo totalizaram US$ 1,94 bilhões no período.

A balança comercial do agronegócio do Brasil teve alta de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2021, chegando ao valor de US$ 15,11 bilhões. O levantamento foi realizado com base nas informações do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A maioria das Unidades da Federação apresentou variação positiva nos valores exportados, muito influenciados pelos preços médios de exportação dos produtos do agronegócio.

Em maio, a soja em grãos, a carne bovina e o açúcar foram responsáveis por 53,3% das exportações do estado de São Paulo. As vendas dessas commodities somaram mais de US$ 1,03 bilhões no mês.

O volume de produtos do agronegócio exportados pelo Brasil teve uma queda de 13,4% em maio, na comparação com o mesmo período de 2021. O crescimento do valor exportado pelo Brasil em 2022 ocorreu devido à alta do índice de preços das commodities, que foi de 27,5%.
EXPORTAÇÕES EM 2022

As exportações do agronegócio brasileiro somaram, de janeiro a maio de 2022, US$ 63,62 bilhões, com uma alta de 29,0% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é recorde para o período, ultrapassando a melhor marca anterior, registrada entre janeiro e maio de 2021, com US$ 49,33 bilhões.

O estado de São Paulo ficou em segundo lugar em valor exportado, com participação de 14,7% no acumulado do ano e somatório de US$ 9,34 bilhões, ficando atrás apenas de Mato Grosso, que apresentou a cifra de US$ 13,94 bilhões, com participação de 21,9%.

Os cinco maiores setores exportadores do agronegócio entre janeiro e maio de 2022 foram: complexo soja (46,7% de participação); carnes (15,5% de participação); produtos florestais (10,7% de participação); café (6,1% de participação); e complexo sucroalcooleiro (5,1% de participação).