Gestão da saúde corporativa é um fator estratégico dentro das empresas. Foto: Getty Images
Atuação estratégica dentro das companhias promove gestão eficiente da saúde, melhoria da qualidade de vida dos colaboradores e controle sustentável dos custos assistenciais
A gestão da saúde corporativa tem se consolidado como um fator estratégico para empresas que buscam não apenas o bem-estar de seus colaboradores, mas também a sustentabilidade financeira dos planos de saúde corporativos, o segundo fator mais oneroso para as companhias, ficando atrás apenas da folha de pagamento.
Nesse contexto, o Comitê de Saúde da Paraná Clínicas, uma das principais operadoras de planos de saúde corporativos do país, se destaca como uma importante ferramenta de apoio às empresas clientes, atuando de forma direta na análise do perfil de utilização, na redução da sinistralidade (índice que mede o uso dos serviços de saúde) e do absenteísmo (ausências não justificadas).
Instituído há cerca de dois anos para todos os clientes empresariais da operadora, o Comitê de Saúde reúne, de maneira estruturada, dados assistenciais e financeiros das empresas, normalmente com base na análise do último ano. O trabalho começa com a apresentação institucional da Paraná Clínicas, incluindo suas unidades, setores especializados, como o Priori, o Centro de Infusão e o Centro Cirúrgico, além das inovações assistenciais, reformas, ampliações de serviços e novos credenciados.
Redução de custos
Na sequência, o comitê aprofunda a análise do perfil populacional da empresa, considerando critérios como faixa etária, sexo, proporção entre titulares e dependentes, além do total de beneficiários ativos. O médico Eduardo Senter, coordenador de serviços médicos da Paraná Clínicas explica que, a partir desse diagnóstico, são avaliados os dados de utilização dos serviços de saúde, como consultas eletivas e em pronto atendimento, exames, procedimentos, internações e tratamentos oncológicos, sempre com a identificação dos principais pontos que impactam os custos do contrato.
“Um dos focos centrais do Comitê de Saúde é o monitoramento da sinistralidade, com a apresentação do comportamento mês a mês dos custos assistenciais. A análise detalhada permite identificar os serviços que mais impactam o contrato e orientar ações conjuntas entre a Paraná Clínicas e a empresa cliente para um uso mais eficiente da rede de atendimento”, explica o médico.
Nesse processo, também são observados os chamados high users, beneficiários que utilizam os serviços de forma recorrente, possibilitando uma abordagem assistencial mais adequada e resolutiva.
A partir dos dados levantados, são construídos planos de ação personalizados, definidos em conjunto com o setor de Recursos Humanos e o SESMT das empresas. Essas ações incluem palestras educativas, blitz de saúde com aferição de pressão arterial e glicemia, ações preventivas, utilização de ambulatório volante e coleta de exames preventivos in loco, como PSA e preventivos. O objetivo é ampliar a prevenção, promover o diagnóstico precoce e melhorar os desfechos clínicos, o que reflete diretamente na redução de custos assistenciais.
Saúde preventiva
Outro ponto relevante é o incentivo à adesão aos exames de rastreio e aos programas de saúde da operadora, como forma de atuar preventivamente sobre doenças crônicas e condições de maior complexidade. Ao identificar grupos elegíveis que ainda não realizaram exames preventivos, o Comitê de Saúde estimula a busca ativa e o engajamento dos colaboradores, ampliando o alcance das ações de cuidado.
“A periodicidade dos comitês é definida de acordo com o perfil e o porte de cada empresa, podendo ocorrer de forma trimestral, semestral ou anual. Essa flexibilidade permite um acompanhamento contínuo e ajustado à realidade de cada cliente, fortalecendo a parceria entre a operadora e as empresas”, conclui o coordenador médico.
Ao aliar qualidade assistencial, promoção da saúde e controle de custos, a iniciativa contribui para ambientes de trabalho mais saudáveis, colaboradores mais engajados e empresas mais sustentáveis.
