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Mercado de carros elétricos atingiu quase 100 mil emplacamentos no primeiro trimestre de 2026. Hamilton Sobrinho, da Lojacorr Seguros, analisa os desafios, os custos com sinistros e as oportunidades para corretores diante da consolidação de marcas como a BYD

O mercado de veículos eletrificados no Brasil atingiu um novo nível em março de 2026. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o segmento de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos somou 40.009 emplacamentos no mês, representando uma alta de 42,48% em relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, o volume chegou a 95.469 unidades, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025.

Para Hamilton Sobrinho, diretor da Regional Norte e Nordeste da Lojacorr Seguros, esse cenário traz transformações profundas para o cotidiano do corretor, especialmente no que diz respeito à aceitação de novas tecnologias e à precificação do risco.

BYD: de marca entrante à liderança do mercado

Um dos destaques do relatório é o domínio da empresa chinesa fabricante de veículos BYD, que detém 70,38% de participação no mercado acumulado de carros elétricos puros em 2026. Sobrinho observa que a percepção das seguradoras sobre a fabricante chinesa mudou drasticamente.

“A aceitação da BYD pelas companhias de seguro evoluiu muito rápido, de uma postura cautelosa para uma integração plena. Hoje, ela já não é mais vista como uma ‘marca entrante’, mas como líder absoluta”, afirma o diretor.

Apesar da consolidação, Sobrinho ressalta que a logística de reposição de peças ainda gera atenção no setor, embora a perspectiva seja otimista com a nova fábrica na Bahia e o ganho de escala nas vendas.

Sinistralidade e ticket médio em alta

Contrariando a expectativa de que o aumento da frota traria uma queda imediata nos preços, o cenário atual aponta para a manutenção ou elevação do ticket médio dos seguros. Sobrinho elenca os fatores determinantes.

● Custo de reparação: a tecnologia especializada e o preço elevado das peças impulsionam os valores.

● Mão de obra: a necessidade de técnicos qualificados para lidar com sistemas de alta voltagem reflete diretamente no custo do seguro.

● Frequência de sinistros: o aumento nas taxas de colisão e roubos nas principais regiões do país pressiona a sinistralidade das carteiras.

Oportunidade para o corretor de seguros

Com os SUVs eletrificados representando agora 56,68% do subsegmento de utilitários em março de 2026, o papel do corretor torna-se ainda mais consultivo. Entender as particularidades de motorização (que no caso dos autos híbridos já representam 13.233 unidades da Toyota e 11.276 da GWM no acumulado do ano) é essencial para garantir a melhor cobertura e suporte ao cliente em um mercado que não para de crescer.

Hamilton Sobrinho, diretor da Regional Norte e Nordeste

 

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