Fiança locatícia cresce em ritmo acelerado e redefine garantias no mercado imobiliário

Crescimento exponencial da modalidade reflete mudança estrutural no
comportamento de inquilinos e proprietários

O Brasil passou a última década construindo uma nova cultura de moradia.
Entre 2000 e 2022, o percentual de domicílios alugados no país saltou de
12,3% para 20,9%, segundo o Censo 2022 do IBGE, quase dobrando o
contingente de famílias que vivem de aluguel. Com a Selic chegando a
quase 15% ao ano encarecendo o financiamento imobiliário e os aluguéis
acumulando alta de 9,44% em 2025 conforme o FipeZap, o mercado de
locação se expandiu de forma estrutural e, com ele, a demanda por
garantias mais ágeis, seguras e compatíveis com a nova dinâmica de
consumo.

Nesse contexto, a fiança locatícia deixou de ser apenas uma alternativa
entre as garantias tradicionais e passou a ocupar posição central nos
contratos de locação, tanto no segmento residencial quanto no
corporativo. Esse movimento é refletido diretamente no desempenho do
mercado segurador: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados
(SUSEP), o Seguro Fiança Locatícia acumulou cerca de R$ 1,9 bilhão em
prêmios emitidos nos 12 meses encerrados em 2025, com crescimento
consistente ao longo do período. Apenas entre janeiro e maio de 2025, o
volume somou R$ 795,5 milhões, avanço de aproximadamente 14% em relação
ao mesmo intervalo de 2024. Desde 2020, o Seguro Fiança Locatícia
acumula crescimento próximo de 195%, conforme dados consolidados da
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e análises setoriais da
Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), evidenciando uma
trajetória de expansão estrutural e a consolidação da modalidade como
principal garantia nos contratos de locação no país.

Essa modalidade oferece benefícios para todos os envolvidos: o locatário
elimina a necessidade de fiador e evita a imobilização de recursos em
caução; o locador conta com ampla cobertura, que inclui inadimplência de
aluguéis e encargos, além de eventuais danos ao imóvel, como pintura
interna e externa, entre outras proteções. O resultado é um processo
mais ágil, seguro e previsível, totalmente alinhado às operações
digitais do mercado imobiliário atual.

O movimento é especialmente intenso no segmento corporativo. O mercado
de galpões logísticos, impulsionado pelo e-commerce, que já responde por
38% da ocupação nacional opera com vacância historicamente baixa, em
torno de 7%, e absorção líquida superior a 1 milhão de m² em 2025,
segundo a Cushman & Wakefield. Em contratos de longo prazo e grandes
ativos, a fiança locatícia tornou-se padrão de governança, substituindo
modelos informais em operações de fundos imobiliários e investidores
institucionais. Estruturas como Built to Suit (BTS) e Sale and Leaseback
(SLB) consolidaram o produto como instrumento essencial na
infraestrutura corporativa.

A Junto Seguros acompanha esse movimento com foco em especialização,
digitalização e ampliação do acesso. Em 2025, a companhia registrou
crescimento de 51% em prêmios, totalizando R$ 28 milhões, e eliminou o
faturamento mínimo para contratação, ampliando o acesso para pequenas e
médias empresas. Com análise digital e emissão automatizada via CNPJ, a
plataforma reduz significativamente o tempo entre demanda e cobertura.

Para Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros, a mudança
vai além dos números. “Criamos um ambiente de negócios mais acessível e
adaptado à realidade do empreendedor brasileiro. É um movimento que
reposiciona a fiança locatícia como solução de gestão patrimonial e
contratual, e não apenas como uma exigência de garantia”, afirma. Câmara
destaca ainda a velocidade como diferencial competitivo: “essa agilidade
tem sido essencial para atender operações com alta exigência de
velocidade, como locações em shopping centers e galpões logísticos. O
corretor ganha tempo, o cliente tem uma resposta rápida e, nos contratos
mais relevantes, o locador conta com uma avaliação criteriosa conduzida
por uma equipe especializada da Junto.”

A expansão concentra-se em estados como São Paulo, Rio de Janeiro,
Paraná e Minas Gerais, mas avança também para novos polos, como Recife e
Salvador. Setores como varejo farmacêutico, educação, construção civil e
pet shops figuram entre os que mais adotam a fiança em contratos BTS.
“Estamos preparados para crescer com governança, tecnologia e
proximidade, sendo parceiros de longo prazo de corretores e
empreendedores do mercado imobiliário”, conclui Câmara.

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