Felipe Ramos, CEO e fundador da Granto Seguros
A crescente complexidade das cadeias de suprimentos elevou o tema ao centro das decisões estratégicas das empresas, impulsionada por um cenário global de instabilidade, aumento de custos e maior pressão operacional. Levantamento de 2025 da McKinsey aponta que 82% das empresas globais tiveram suas cadeias de suprimentos impactadas por novas tarifas e disrupções, com até 40% das atividades operacionais afetadas.
Felipe Ramos, CEO e fundador da Granto Seguros, insurtech especializada em seguro garantia, acompanha de perto essa transformação e observa uma mudança estrutural na forma como empresas lidam com suas operações. As cadeias deixaram de ser apenas uma questão de eficiência logística e passaram a representar um risco estratégico para o negócio. O problema não está apenas nas grandes rupturas, mas na falta de visibilidade sobre riscos acumulados ao longo da operação, o que leva empresas a reagirem quando o impacto já ganhou escala.
Diante desse cenário, empresas começam a incorporar soluções financeiras e tecnológicas à gestão da cadeia de suprimentos. O seguro garantia passa a ser utilizado não apenas como exigência contratual, mas como instrumento capaz de alinhar interesses entre contratantes e fornecedores, reduzir riscos financeiros e fortalecer a governança. Soluções como o Granto Suppliers refletem esse movimento ao integrar proteção contratual, análise de risco e tecnologia em uma única estrutura.
A solução já foi validada em um piloto no setor de telecomunicações, somando R$ 180 milhões em valor global. O Granto Suppliers efetivou 49 das 50 garantias contratadas. A única operação feita fora da plataforma acabou expondo um risco invisível: o fornecedor optou por uma apólice fora da Granto e foi vítima de uma fraude securitária com um PDF adulterado. O caso reforçou que a digitalização do seguro garantia não reduz apenas custos, mas também protege empresas contra riscos jurídicos e financeiros.
Para Felipe Ramos, esse avanço aponta para um novo modelo de gestão nas cadeias de suprimentos, mais orientado por dados, integração e prevenção de riscos. Quando a proteção contratual passa a fazer parte da estrutura da cadeia, as relações deixam de ser reativas e ganham mais equilíbrio. O seguro garantia, aliado à tecnologia, permite que empresas cresçam com mais segurança, reduzam disputas e operem com maior previsibilidade mesmo em ambientes complexos.
