Em 2024, no Rio Grande do Sul, a plataforma Dr. Anjo, do Grupo Caburé Seguros, mostrou como a telemedicina pode garantir a continuidade do atendimento em cenários extremos
Quando as enchentes atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o desafio não se limitou ao resgate de pessoas e à reconstrução das cidades. A manutenção de serviços essenciais, especialmente na área da saúde, também se tornou uma preocupação urgente. Dois anos depois, com a confirmação de um novo episódio do El Niño para 2026, iniciativas criadas durante aquele período ajudam a mostrar o que funcionou, e quais aprendizados podem ser levados para futuras situações de emergência.
Além dos danos à infraestrutura e do deslocamento de milhares de famílias, a calamidade expôs outro desafio, garantir o acesso da população a serviços essenciais em meio à interrupção da rotina. Entre eles, a assistência médica. Com hospitais operando sob pressão e dificuldades de deslocamento em diversas cidades, a busca por alternativas de atendimento tornou-se uma necessidade imediata.
Foi nesse contexto que a plataforma de telemedicina Dr. Anjo, desenvolvida pelo Grupo Caburé Seguros, disponibilizou atendimento gratuito à população atingida. Durante o período mais crítico das enchentes, a iniciativa ofereceu acesso a 31 especialidades médicas e manteve o serviço disponível gratuitamente por 150 dias para moradores das regiões afetadas.
A iniciativa também conquistou reconhecimento internacional pelo impacto gerado durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Por meio da plataforma de telemedicina, foram disponibilizados mais de R$ 1 milhão em consultas gratuitas à população afetada pela tragédia. A iniciativa ganhou destaque no TEAM EXPO 2025, um dos principais programas da Expo 2025 Osaka-Kansai, realizado no Japão. O projeto reconheceu ações colaborativas que envolveu cidadãos, empresas, universidades, ONGs e governos na busca por soluções para desafios sociais e ambientais.
“A mobilização reuniu diferentes frentes de apoio. Em parceria com a Claro, responsável por ampliar a divulgação da ação, além de prefeituras, abrigos e farmácias parceiras, a plataforma conseguiu alcançar comunidades que enfrentavam dificuldades para acessar atendimento presencial. Estruturas temporárias também foram instaladas para auxiliar na emissão de receituários e no encaminhamento de pacientes”, comenta Marina Mota Pigatto, diretora de Expansão do Grupo Caburé.
Dois anos depois, enquanto autoridades e especialistas avaliam os possíveis desdobramentos do El Niño em 2026, experiências como a vivida no Rio Grande do Sul reforçam a importância do planejamento para além das medidas de contenção de danos. A tragédia de 2024 mostrou que, em cenários extremos, manter o acesso à saúde pode ser tão importante quanto restabelecer estradas, energia elétrica e serviços básicos.
As previsões para os próximos meses ainda estão sendo acompanhadas, mas uma das lições deixadas pelas enchentes permanece atual, em situações de emergência, a capacidade de conectar pessoas a atendimento médico rápido e acessível pode fazer diferença para milhares de famílias.
