Nova arquitetura de plataforma reduz ambiguidades de integração e permite que agentes de IA operem dentro de ferramentas e permissões previamente definidas
A eficiência da Inteligência Artificial (IA) no mercado segurador acaba de ganhar um novo referencial de velocidade e segurança. Em uma demonstração técnica realizada em ambiente controlado pelo InsureMO – plataforma global de infraestrutura de seguros –, uma ferramenta de codificação por IA criou, em apenas oito minutos, um protótipo funcional integrado às APIs da empresa, incluindo interface e execução do fluxo de negócio definido para o teste.
De acordo com a companhia, esse avanço se tornou possível porque a arquitetura foi projetada especificamente para o consumo de máquinas, diferentemente da maioria das APIs e sistema legados existentes hoje no mercado, que são desenhadas para desenvolvedores humanos e dependem de documentação, sequências e conhecimento específico do fornecedor.
Segundo Rafael Rodrigues, General Manager Latam do InsureMO, quando expostas a sistemas tradicionais, as IAs sofrem com linguagens proprietárias e a falta de documentação clara, gerando o que especialistas chamam de ‘alucinações’, ou seja, ela gera informações falsas, imprecisas ou sem base na realidade, mas as apresenta com total convicção. “Adicionar travas e barreiras em códigos gerados por IA é apenas um paliativo. A verdadeira resposta está na arquitetura de base”, revela.
“Para solucionar essa barreira tecnológica, estruturamos o ecossistema em duas camadas complementares que envolvem milhares de APIs Atômicas documentadas e com contratos estáveis; e o iComposer no topo, permitindo que a IA manipule e combine essas funções de forma ágil, gerando códigos limpos e livres de alucinações”.
O iComposer é uma ferramenta da plataforma insureMO que permite aos usuários conectarem e orquestrarem diferentes APIs (microserviços atômicos) para criar fluxos completos de seguros. Basicamente, ele funciona como um “tradutor” que transforma serviços técnicos e isolados em jornadas de negócios prontas para uso.
Outro diferencial é a introdução do suporte nativo ao servidor MCP (Model Context Protocol), um protocolo que permite aos agentes de IA descobrir e interagir de forma controlada com as ferramentas disponíveis. Isso impede que a inteligência artificial se confunda em meio a grandes volumes de dados operacionais, reduzindo drasticamente o consumo de processamento e oferecendo mecanismos que apoiam governança, controle de acesso e rastreabilidade por design.
“Em vez de conectar a IA diretamente aos sistemas core legados, o InsureMO cria uma camada governada de produtos e APIs entre a inteligência artificial e os sistemas de registro. É essa camada que torna as capacidades de seguros mais compreensíveis e consumíveis por aplicações e agentes de IA, sem exigir que eles interajam diretamente com a complexidade dos sistemas legados. Assim, as seguradoras preservam seus investimentos existentes e podem desenvolver novos canais, jornadas e produtos de forma incremental, sem depender de uma migração ‘Big Bang’”, explicou Rafael.
Com uma operação consolidada que processa mais de 25 bilhões de dólares em prêmios emitidos anualmente, o InsureMO redefine a fronteira entre os sistemas tradicionais e a inteligência agêntica. “A pergunta para as seguradoras nesse momento não é mais se a IA transformará o ecossistema de seguros, mas se a infraestrutura de APIs da empresa está pronta para permitir essa transformação”, concluiu.

Rafael Rodrigues, General Manager Latam do InsureMO
