Desempenho da entidade fechada foi sustentado por estratégia diversificada; perfil Ultraconservador liderou com 14,11% em 12 meses
O primeiro semestre de 2026 consolidou a trajetória positiva da Vexty, que registrou retorno consolidado de 5,56% mesmo em um ambiente marcado por volatilidade global, tensões geopolíticas e revisões nas expectativas de juros. Esse desempenho, sustentado por uma estratégia diversificada e orientada ao longo prazo, impulsionou a rentabilidade consolidada de 12,88% no acumulado de 12 meses até junho.
“O semestre reforça a resiliência da nossa abordagem previdenciária e a importância de manter disciplina em diferentes ciclos de mercado”, afirma Vinicius Narcizo, Diretor de Investimentos e Finanças da Vexty, entidade fechada de previdência complementar multipatrocinada que administra o sétimo maior plano de Contribuição Definida do país.
Entre os perfis de investimento administrados pela entidade, o Perfil Ultraconservador alcançou 14,11% de rentabilidade no acumulado de 12 meses até junho, enquanto o Perfil 2065 acumulou 10,17%.
No mesmo período, o IMA-B, principal referência para títulos públicos indexados à inflação, registrou retorno de 8,26%, enquanto o IPCA acumulou 4,64%. Os resultados refletem um período marcado por comportamentos bastante distintos entre as principais classes de ativos. Enquanto o Ibovespa acumulou alta de 23,89% e o CDI registrou 14,80%, o dólar apresentou desvalorização de 5,14% frente ao real.
Segundo Vinicius, a leitura dos resultados deve considerar a natureza previdenciária das carteiras, que privilegia preservação de patrimônio e geração de valor ao longo dos ciclos econômicos, e não apenas comparações pontuais com indicadores de curto prazo.
O cenário econômico da primeira metade do ano apresentou duas fases distintas. Os primeiros meses foram positivos para os ativos brasileiros, impulsionados pela expectativa de queda de juros no Brasil e nos Estados Unidos e pelo fluxo para mercados emergentes, movimento que levou o Ibovespa a renovar máximas históricas em janeiro e fevereiro, beneficiando estratégias de renda variável e multimercados.
A partir de março, porém, o cenário mudou. Tensões no Oriente Médio, inflação persistente nos EUA, revisões nas expectativas de juros globais e preocupações fiscais domésticas elevaram a volatilidade. No segundo trimestre, o mercado passou a incorporar ainda as discussões eleitorais para 2026, ampliando a oscilação dos ativos.
Mesmo nesse contexto desafiador, o retorno da Vexty no semestre (5,56%) superou o IMA-B (4,08%) e o IPCA (3,36%) acumulados no período. O resultado se destaca diante do comportamento dos demais ativos financeiros, com o CDI e o Ibovespa registrando retornos próximos de 7%, enquanto o dólar apresentou desvalorização frente ao real.
A estratégia da Vexty combina alocações em títulos indexados à inflação, crédito privado, multimercados, renda variável e investimentos internacionais. “É uma arquitetura desenhada para equilibrar risco e retorno em diferentes contextos de mercado”, diz.
“A experiência do primeiro semestre reforça a importância da diversificação na gestão dos recursos previdenciários. Em um ambiente em que mesmo boa parte dos segmentos de renda fixa teve dificuldade para superar o CDI, a combinação de diferentes classes de ativos e estratégias permitiu preservar o patrimônio dos participantes, reduzir a volatilidade das carteiras e manter o potencial de geração de valor para o futuro”, destaca Vinicius.
Os Perfis de Investimento refletiram de forma coerente suas características de risco. O Perfil Ultraconservador liderou os retornos no primeiro semestre de 2026, com 6,58%, impulsionado pelo patamar elevado das taxas de juros. Já o Perfil 2065, mais exposto a ativos de risco e desenhado para horizontes de investimento estendidos, registrou 1,94%, impactado pela maior volatilidade dos mercados globais.
Vinicius ressalta que essas diferenças não representam distorções, mas sim a lógica do modelo de ciclos de vida adotado pela entidade. “Cada Perfil tem um horizonte e uma capacidade de absorção de risco. Em momentos de maior oscilação, é natural que os Perfis conservadores apresentem maior estabilidade, enquanto os Perfis longos permanecem posicionados para capturar oportunidades ao longo dos ciclos econômicos”.
A Vexty avalia que a diversificação seguirá sendo um dos principais pilares para navegar um ambiente que ainda exige cautela, especialmente diante das incertezas relacionadas à política monetária global, ao cenário fiscal brasileiro e às eleições presidenciais de 2026. “A entidade reforça seu compromisso com uma gestão disciplinada, técnica e orientada ao longo prazo, preservando o patrimônio dos participantes e buscando oportunidades de valorização em diferentes contextos de mercado”, enfatiza Vinicius.
Confira na tabela abaixo o comportamento de cada Perfil e alguns indicadores de mercado:
| ** ** | Rentabilidade Líquida dos Perfis (1) | ** ** |
|---|---|---|
| Perfil | Acum. 2026 | Acum. 12 meses |
| Ultraconservador | 6,58% | 14,11% |
| Conservador | 6,32% | 13,51% |
| 2030 | 5,42% | 12,87% |
| 2035 | 4,71% | 11,75% |
| 2040 | 4,24% | 11,59% |
| 2045 | 3,60% | 11,04% |
| 2050 | 2,55% | 9,97% |
| 2055 | 2,27% | 9,94% |
| 2060 | 2,15% | 10,21% |
| 2065 | 1,94% | 10,17% |
| Indicador | Acum. 2026 | Acum. 12 meses |
| IPCA | 3,36% | 4,64% |
| Poupança | 4,11% | 8,27% |
| CDI | 6,84% | 14,80% |
| Ibovespa | 6,76% | 23,89% |
| IMA-B (2) | 4,08% | 8,26% |
| IFMM-A (3) | 3,46% | 10,31% |
| Var. Real/Dólar | -5,92% | -5,14% |
| S&P 500 (em dólar) (4) | 10,21% | 22,32% |
(1) Rentabilidade Líquida dos Perfis após a dedução das despesas de custeio da Entidade e da gestão dos investimentos e o resultado dos Empréstimos aos Participantes e Assistidos. (2) Índice da Anbima que apura o desempenho dos títulos públicos federais atrelados à inflação. (3) Índice do BTG que apura o retorno de fundos multimercado. (4) Índice do mercado acionário dos EUA
Legenda: Vinicius Narcizo, Diretor de Investimentos e Finanças
