Com o aumento de golpes com deepfakes e clonagem de voz por IA, o seguro cibernético se torna estratégico para proteger empresas. Veja o alerta do Sincor-MG
O avanço da inteligência artificial (IA) vem transformando a rotina de empresas, consumidores e diversos setores da economia. Ao mesmo tempo em que a tecnologia amplia a produtividade e cria novas oportunidades de negócios, também tem sido utilizada por criminosos para aplicar golpes cada vez mais sofisticados. Casos de clonagem de voz, criação de vídeos falsos (deepfakes), invasões de sistemas e fraudes digitais têm crescido, tornando a segurança cibernética uma preocupação cada vez mais urgente.
Nesse cenário, o mercado de seguros também evolui para acompanhar as novas ameaças. Os seguros cibernéticos ganharam espaço ao oferecer proteção financeira para empresas que enfrentam ataques virtuais, vazamento de dados, paralisação de operações e custos relacionados à recuperação de sistemas. Em alguns casos, as coberturas também incluem despesas jurídicas, gestão de crises e suporte especializado para minimizar os impactos de incidentes digitais.
Para o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, a evolução da tecnologia exige que a gestão de riscos acompanhe o mesmo ritmo das inovações.
“A inteligência artificial traz inúmeros benefícios para a sociedade e para os negócios, mas também amplia a capacidade de atuação de criminosos digitais. Empresas de todos os portes precisam entender que os riscos cibernéticos deixaram de ser uma possibilidade distante e passaram a fazer parte da realidade. O seguro surge como um importante aliado para reduzir impactos financeiros e garantir maior segurança diante desse novo cenário”, afirma.
Além das empresas, pessoas físicas também devem redobrar os cuidados. Especialistas recomendam desconfiar de mensagens com pedidos urgentes de transferência de dinheiro, confirmar informações por outros canais antes de realizar pagamentos, utilizar autenticação em dois fatores e manter dispositivos e sistemas sempre atualizados.
Segundo Gustavo Bentes, a conscientização continua sendo uma das principais ferramentas de proteção. “A tecnologia evolui rapidamente, e a prevenção precisa acompanhar esse movimento. Investir em segurança digital, capacitar colaboradores e contar com o suporte de um corretor de seguros para identificar as coberturas mais adequadas são medidas fundamentais para enfrentar os desafios dessa nova realidade”, destaca.
Com a regulamentação da inteligência artificial em discussão no Brasil e o uso da tecnologia se tornando cada vez mais presente no cotidiano, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento tanto das oportunidades quanto dos riscos digitais. Nesse contexto, o seguro cibernético deve assumir um papel cada vez mais estratégico para proteger patrimônios, operações e a continuidade dos negócios.
