Outubro Rosa: corretor de saúde amplia papel consultivo nas empresas

Livre de tarefas operacionais, o corretor de saúde ganha tempo para atuar como consultor e levar programas de prevenção ao câncer de mama para as empresas.

O câncer de mama é o tipo de câncer de maior incidência na população feminina, excluindo o câncer de pele não melanoma, segundo dados divulgados pelo portal Radar do Câncer. Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 78.610 novos casos por ano no Brasil, o que corresponde a um risco de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Em relação ao período 2023-2025, o aumento é de cerca de 5 mil novos casos anuais. Em 2024, o país registrou 20.849 mortes pela doença.

Para reduzir esse impacto, é necessário agir na prevenção e na viabilização do diagnóstico precoce, que amplia as chances de cura nos casos que não podem ser evitados. Segundo dados do levantamento “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil” (INCA), cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis. Já em relação ao diagnóstico precoce, o acesso ao exame é decisivo: desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde garante o acesso à mamografia a mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, em decisão conjunta com o profissional de saúde. Essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença. Para mulheres de 50 a 74 anos, o rastreamento segue como recomendação de rotina, a cada dois anos.

É nesse cenário que o corretor de planos de saúde assume um papel importante: o de orientação. Ao orientar empresas na escolha de planos, ele contribui para que os colaboradores tenham mais acesso a programas de prevenção, diagnóstico precoce e cuidado contínuo. A nova recomendação para mulheres a partir dos 40 anos é, inclusive, um argumento atual e prático para levar ao RH.

Prevenção como critério de escolha

Ao apresentar as opções de planos, o corretor de saúde pode ir além do preço e usar este checklist na comparação:

●     Cobertura obrigatória x diferenciais: o que o Rol de Procedimentos da ANS já garante e o que a operadora oferece além do mínimo, como programas de rastreamento e check-ups. Vale checar também as condições de acesso à mamografia para mulheres a partir dos 40 anos.

●     Carência e coparticipação em exames: prazos de carência para exames de rastreamento e diagnóstico, e se a coparticipação pode pesar no bolso e desestimular a realização do exame.

●     Rede de mastologia e oncologia: disponibilidade de mastologistas, centros de diagnóstico por imagem e serviços oncológicos próximos de onde os colaboradores moram e trabalham.

●     Programas de promoção da saúde: acompanhamento de pacientes, gestão de condições crônicas e iniciativas de educação em saúde.

Ao fazer isso, o corretor pode ressaltar também a importância desses serviços para o engajamento dos funcionários e para a redução do turnover. Segundo a pesquisa Well-Being at Work, da Deloitte, 74% dos entrevistados priorizam o bem-estar em vez da progressão de carreira, e 60% estariam dispostos a mudar de emprego diante de uma oportunidade com mais benefícios para a qualidade de vida.

“O RH hoje chega à negociação preocupado com retenção e engajamento, e não só com o preço do plano. O corretor que consegue mostrar, de forma clara, quais operadoras oferecem rastreamento, programas de acompanhamento e uma rede adequada aos colaboradores sai na frente. A prevenção deixa de ser um detalhe da apólice e passa a ser argumento de decisão”, afirma Rodrigo Rosalin, diretor comercial da BlissHub.

Tempo para ser consultor

Para fazer essa análise com profundidade, porém, o corretor precisa de tempo. Historicamente, boa parte da rotina da corretagem foi consumida por tarefas operacionais, como elaboração de cotações, comparação de produtos e emissão de apólices. É esse cenário que a BlissHub busca transformar.

A insurtech desenvolveu uma plataforma que automatiza o trabalho de backoffice e reduz fraudes na venda de seguros, com mais precisão e menos erros, tanto para corretores quanto para operadoras. Por meio da Fátima, sua assistente digital de backoffice, a solução gera cotações, compara produtos e emite apólices, eliminando a fricção que antes ocupava o dia a dia do corretor. A premissa da empresa é que, sem o peso da operação, ele pode se dedicar ao que só ele faz: construir relacionamento e entender o que a empresa e seus colaboradores precisam.

“No dia a dia com os corretores, o que mais ouço é que falta tempo. Eles passam horas em cotação, comparação de tabelas e emissão, e sobra pouco para sentar com o RH e entender o que a empresa realmente precisa. Quando a Fátima assume essa rotina, o corretor volta a ter espaço para conhecer o perfil dos colaboradores e levar uma proposta que faça sentido para cada cliente”, complementa Rosalin.

Com a comparação automatizada de produtos de seguro de saúde, as diferenças entre os benefícios ficam mais claras e acessíveis, apoiando decisões mais informadas por parte de RH e gestores.