Especialista aponta benefícios do modelo e o papel do corretor na
jornada de acesso à casa própria com organização financeira
O consórcio imobiliário tem se consolidado como uma alternativa para
quem deseja adquirir o primeiro imóvel com planejamento e
previsibilidade. A modalidade, baseada na formação de um grupo de
pessoas com objetivo comum, permite o acesso ao crédito de forma gradual
e sem cobrança de juros, o que contribui para uma jornada financeira
mais organizada.
De acordo com Eduardo Ferrari, corretor parceiro da Lojacorr Consórcios,
o modelo é especialmente indicado para quem ainda não conseguiu formar
uma entrada ou estruturar as finanças. “O consórcio é uma ferramenta
muito eficiente no planejamento do primeiro imóvel, principalmente para
quem ainda não tem entrada formada ou disciplina financeira
estruturada”, afirma.
Nesse contexto, o pagamento mensal funciona como um compromisso que
ajuda a organizar o orçamento ao longo do tempo. “Na prática, ele
funciona como uma espécie de poupança forçada com objetivo definido,
porque a parcela mensal cria um compromisso que organiza o fluxo de
caixa e ajuda o cliente a desenvolver consistência financeira ao longo
do tempo”, explica Ferrari.
Outro ponto relevante é a possibilidade de contemplação por sorteio ou
lance, o que pode antecipar o acesso ao crédito. Isso permite ao cliente
utilizar recursos como o FGTS ou reservas acumuladas para acelerar a
aquisição do imóvel.
Diferenças em relação ao financiamento tradicional
Ao comparar o consórcio com o financiamento imobiliário, a principal
distinção está na estrutura de custos e no tempo de acesso ao bem.
Enquanto o financiamento oferece liberação imediata do crédito, ele
também envolve a cobrança de juros ao longo dos anos.
Já o consórcio opera com taxa de administração, o que torna o custo
final mais previsível. “Quando a gente compara consórcio com
financiamento, a principal diferença está no custo e no tempo. O
financiamento atende bem quem tem urgência, porque entrega o imóvel de
forma imediata, mas cobra por isso através de juros”, diz.
Ferrari destaca que a escolha entre as modalidades depende do perfil e
das prioridades do cliente. “No fim, a escolha passa muito mais por
prioridade: quem precisa de velocidade tende ao financiamento, enquanto
quem busca economia e planejamento encontra no consórcio uma solução
mais estratégica”, completa.
Além disso, o consórcio amplia o acesso ao crédito para perfis que
enfrentam mais restrições bancárias, como profissionais autônomos e
liberais.
Perfil do cliente e cuidados no processo
O consórcio imobiliário tende a beneficiar pessoas com renda estável e
sem necessidade imediata de aquisição. Jovens casais em início de
formação de patrimônio e profissionais que buscam maior previsibilidade
financeira estão entre os perfis mais comuns.
Outro aspecto importante é o comportamento durante o processo. Como o
crédito não é liberado de imediato, o modelo estimula decisões mais
racionais e reduz o risco de escolhas impulsivas, contribuindo para uma
jornada mais equilibrada.
O papel do corretor na orientação
Nesse cenário, o corretor tem um papel estratégico ao orientar o cliente
dentro de um planejamento financeiro mais amplo. A proximidade com o
consumidor permite identificar necessidades e soluções adequadas ao
momento de vida. “O corretor é o agente que conhece ou deve conhecer
mais a fundo a vida e o momento do cliente. Desta forma cabe a ele a
responsabilidade de ofertar produtos que encaixam a cada momento e
necessidade dos seus clientes”, afirma Ferrari.
Para a Lojacorr Consórcios, essa atuação consultiva fortalece a relação
de confiança e contribui para decisões mais alinhadas aos objetivos de
longo prazo, consolidando o consórcio como uma alternativa relevante na
conquista do primeiro imóvel.
