“Conexão Futuro Seguro” lota auditório e tem mais de 3,4 mil inscritos

Realizado pela Fenacor, pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) e pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR), o evento consolida-se como o maior encontro gratuito e on-line sobre inovação no mercado de seguros.

A edição 2026 do “Conexão Futuro Seguro”, realizada no último dia 26, superou as expectativas dos organizadores. Com o auditório da ENS em São Paulo totalmente lotado e mais de 3,4 mil inscritos na transmissão remota, o evento trouxe novidades estruturais e vantagens competitivas para o setor.

PMDIS: A bússola para a próxima década

A abertura oficial foi conduzida pelo presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que realizou o lançamento do PMDIS (Plano Diretor para o Mercado da Intermediação de Seguros). Segundo Vergilio, o plano funcionará como uma bússola para a categoria e sinaliza que, no futuro, até 40% dos ganhos do corretor de seguros virão de honorários por consultorias prestadas.

Vergilio alertou que a qualificação permanente é o único caminho para evitar que o profissional se torne refém da automação. Ele listou quatro forças que estão redesenhando o mercado:

  • Inteligência Artificial (IA): Já integrada a rotinas como cotações e atendimento via WhatsApp, a IA deve ser vista como um facilitador que libera o corretor para funções analíticas e humanas.

  • Novo Consumidor: Busca agilidade digital no celular, mas exige empatia e acolhimento humano no momento do sinistro.

  • Mudanças na Legislação: A ascensão da proteção patrimonial mutualista surge como concorrente expressiva no ramo automóvel, exigindo que o corretor predomine por meio da consultoria, e não pelo preço.

  • Qualificação e Diversificação: Indispensável para expandir a carteira de negócios e consolidar o papel de consultor estratégico.

O impacto da IA e as visões das lideranças

No primeiro painel do dia, mediado pelo presidente do Sincor-SP, Boris Ber, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, revelou que praticamente todas as seguradoras pesquisadas possuem projetos próprios de IA. Ele comparou o impacto da tecnologia ao surgimento dos computadores há cinco décadas e afirmou: “Quem não utilizar a IA será destituído do mercado”, embora ressaltando que a figura humana sempre estará por trás dos negócios.

O presidente da ENS, Lucas Vergilio, anunciou que a instituição está reformulando seus treinamentos com foco em imersões internacionais e cursos específicos de tecnologia. Uma nova turma de capacitação em IA terá início em agosto, com investimento de R$ 475,00 e descontos de até 40% para associados aos Sincors.

Por parte das seguradoras, José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, informou que a companhia estendeu a IA a todos os departamentos e já treinou mais de 1,3 mil corretores e 70 assessorias em cursos próprios. Já Jorge Andrade, presidente da Capemisa, manifestou convicção de que a automação robustece o diagnóstico técnico do corretor na entrega de coberturas adequadas.

Regulação e o Seguro Catástrofe

O superintendente da Susep, Alessandro Serafin Octaviani, destacou a importância do diálogo constante entre o poder público e o privado para o aprimoramento jurídico dos contratos. Octaviani revelou que a Susep estruturou um grupo de trabalho para formatar um modelo de “seguro catástrofe” adequado à realidade brasileira, apontando os riscos climáticos como um ramo prioritário para os próximos anos. “Sem o corretor, não haverá aumento da resiliência do Brasil”, defendeu.

Dados de mercado e encerramento

O economista Claudio Contador, coordenador responsável pelo PMDIS, apresentou dados do plano detalhando que o mercado de intermediação movimentou aproximadamente R$ 65 bilhões no fechamento de 2024. Para ele, o corretor está evoluindo para se tornar um “curador de decisões”.

No encerramento, o professor Celso Brandão ministrou a palestra “IA – Os impactos da Inteligência Artificial na vida do Corretor de Seguros”, definindo a tecnologia como a quarta revolução industrial devido ao seu impacto na produtividade corporativa.

O “Conexão Futuro Seguro 2026” contou com o patrocínio Master Gold da Bradesco Seguros, Capemisa, Icatu, Tokio Marine, Zurich e CNseg; e patrocínio Master Top da Allianz, Allseg, HDI/Yelum, MAG, MDS, MAPFRE, Porto e Sompo.

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