Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, e Daniel Pita, presidente da Allianz Partners.
Allianz Seguros e Allianz Partners debatem o papel dos mercados segurador e de assistência diante das transformações da mobilidade
A Allianz Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil e do mundo, e a Allianz Partners, líder global em assistência 24 horas, tiveram participação ativa como patrocinadoras host no ANFAVEA VISIONS, evento promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), realizado entre os dias 9 e 10 de junho, em São Paulo.
Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil, e Daniel Pita, presidente da Allianz Partners, representaram as empresas no encontro que reuniu os principais atores do mercado automotivo para discutir os desafios e oportunidades que estão moldando o futuro da mobilidade. Durante a cerimônia de abertura, Folch destacou a importância do diálogo entre os diferentes agentes do ecossistema automotivo para impulsionar a inovação e preparar o mercado para as mudanças já em curso.
Novas tecnologias transformam a relação entre os setores
Os executivos participaram do painel “A nova arquitetura da mobilidade: conectividade, dados, cibersegurança e o futuro do veículo inteligente”, no qual abordaram as transformações tecnológicas e comportamentais que estão redefinindo o papel das seguradoras no cenário da mobilidade.
Durante o debate, Eduard Folch ressaltou que a indústria automotiva passou por três grandes saltos tecnológicos nos últimos anos. O primeiro foi a ampliação dos sistemas de segurança passiva, como airbags e cintos de segurança. Em seguida, vieram os sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), capazes de auxiliar a condução e reduzir riscos. Mais recentemente, os veículos passaram a incorporar tecnologias que permitem intervenções diretas para evitar acidentes e aumentar a segurança dos usuários.
“O grande salto é que, agora, o carro toma uma decisão por você. Ele freia, volta para a faixa, avisa quando você está cansado ou precisa de manutenção. Já não é apenas a segurança passiva, mas uma minimização do risco de forma muito significativa”, afirmou.
Segundo estudos realizados pelo centro tecnológico da Allianz na Alemanha, os sistemas avançados de assistência e intervenção têm potencial para reduzir significativamente os acidentes de trânsito. Com base nesses levantamentos e em outras pesquisas globais, a companhia projeta uma queda de 20% nos acidentes na Europa até 2035, podendo superar 50% a partir de 2060, à medida que veículos equipados com tecnologias de segurança ganhem maior participação na frota.
Daniel Pita complementou com uma visão estratégica sobre a evolução da assistência nesse novo cenário. “Antes de falar de tecnologia, é fundamental entender a jornada do cliente e onde está a real criação de valor. No mercado de serviços e assistência, essa é a base de tudo. Ao mesmo tempo, precisamos operar com uma mentalidade de aprendizado contínuo, porque a transformação está acontecendo em ritmo muito acelerado.”
Segundo o executivo, um dos movimentos mais relevantes é a crescente capacidade dos veículos de antecipar falhas e direcionar ações preventivas de manutenção. “Isso não é uma mudança incremental — é uma transformação estrutural. Para a assistência, isso redefine o nosso papel: deixamos de ser reativos e passamos a ter uma atuação ativa na orquestração da jornada do cliente e do próprio veículo.”
Folch destacou ainda que a evolução dos veículos autônomos já é realidade em mercados como Estados Unidos e Reino Unido e deverá provocar mudanças profundas em toda a cadeia automotiva, além de ampliar discussões sobre responsabilidade e regulamentação. Para os próximos anos, ele apontou a eletrificação e a condução autônoma como duas das principais tendências para o setor.
“A combinação dessas transformações poderá contribuir para uma mobilidade mais segura, eficiente e sustentável”, afirmou.
Encerrando o debate, Daniel Pita ressaltou a importância da integração entre tecnologia e atendimento humano.
“Quanto mais a tecnologia avança, mais crítico se torna o fator humano. No momento de maior estresse — como uma pane em uma rodovia — o cliente continua buscando confiança, clareza e tranquilidade. É nesse ponto que o contato humano faz toda a diferença. O diferencial não está apenas na tecnologia, mas na capacidade de integrar tecnologia com uma experiência humana consistente, garantindo não só eficiência, mas também segurança e conforto para o cliente”, concluiu.
