Maternidade tardia eleva busca por proteção e seguro de vida

 

Com brasileiros tendo filhos mais tarde, cresce a busca por seguro de vida e planejamento financeiro para proteger dependentes. Veja análise da Aegis.

Ter filhos depois dos 30 anos e, cada vez mais, depois dos 40, tornou-se uma realidade para um número crescente de brasileiros. Dados do IBGE mostram que a maternidade no país está cada vez mais tardia: nas últimas décadas, a participação de mulheres com 30 anos ou mais entre os nascimentos aumentou significativamente, enquanto a fecundidade entre as mais jovens caiu. O movimento acompanha mudanças no mercado de trabalho, maior escolaridade, novos arranjos familiares e a busca por estabilidade financeira antes de formar uma família.

Essa transformação demográfica também altera a forma como as famílias precisam pensar suas finanças. Quando a maternidade acontece mais tarde, o tempo para construir patrimônio, acumular reservas e organizar a sucessão patrimonial é menor, tornando ainda mais importante contar com instrumentos de proteção financeira.

“O planejamento financeiro deixou de ser apenas uma forma de acumular patrimônio. Hoje, ele é uma estratégia para proteger a família e garantir que filhos e dependentes mantenham sua qualidade de vida mesmo diante de acontecimentos inesperados”, afirma Rafael Carvalho, CEO da Aegis Consultoria.


Rafael Carvalho, CEO da Aegis

Segundo o especialista, famílias que têm filhos em uma fase mais madura costumam enfrentar um desafio adicional: conciliar despesas com educação, saúde e criação dos filhos ao mesmo tempo em que se aproximam da aposentadoria.
“É comum que pais de 45 ou 50 anos ainda tenham filhos pequenos ou adolescentes. Isso significa que um imprevisto pode comprometer justamente o período em que as responsabilidades financeiras são maiores”, explica.

Nesse contexto, o seguro de vida ganha uma função que vai além da indenização em caso de morte. Dependendo da modalidade contratada, ele pode proteger a renda familiar em situações como invalidez, doenças graves e incapacidade temporária para o trabalho, além de oferecer liquidez para a família e facilitar o planejamento sucessório.

Outro ponto destacado pelo especialista é que a sucessão patrimonial não deve ser vista como uma preocupação exclusiva de famílias de alta renda. Organizar previamente a proteção do patrimônio e definir como ocorrerá sua transferência pode reduzir conflitos entre herdeiros, evitar custos adicionais e garantir maior tranquilidade para toda a família.

“Quanto mais tarde as pessoas decidem ter filhos, menos tempo terão para recuperar financeiramente um imprevisto. Por isso, proteger a renda e planejar a sucessão deixam de ser temas para o futuro e passam a fazer parte das decisões do presente”, conclui Carvalho.