Geração Z faz empresas repensarem seguros e bem-estar

Entenda como a Geração Z desafia o RH a transformar benefícios e seguros em ferramentas de bem-estar integral e familiar

A Geração Z já representa um quarto da força de trabalho global e deve ampliar ainda mais sua participação nos próximos anos, segundo relatório da McKinsey. Com a crescente presença dessa geração no mercado, ganham relevância as discussões sobre suas expectativas em relação às empresas e ao ambiente profissional. Mais do que remuneração competitiva, esses jovens valorizam organizações que demonstrem preocupação genuína com o bem-estar, ofereçam flexibilidade e reconheçam as diferentes necessidades ao longo da jornada profissional. Nesse contexto, benefícios tradicionalmente associados apenas à proteção financeira também passam a assumir um papel mais amplo.

O seguro de vida em grupo, por exemplo, amplia a percepção de cuidado da organização ao oferecer proteção não apenas ao colaborador, mas também à sua família, reforçando uma cultura corporativa voltada à segurança e ao bem-estar.

Os dados reforçam essa tendência. Recente pesquisa da Deloitte mostra que, entre os benefícios mais valorizados pela Geração Z, 38% priorizam iniciativas relacionadas aos cuidados com a saúde e ao bem-estar, enquanto 34% apontam programas de mentoria e desenvolvimento profissional como fator decisivo. Na mesma direção, levantamento da Caju revela que mais de 55% dos jovens escolheriam pedir demissão a permitir que o trabalho interferisse em sua vida pessoal, evidenciando o equilíbrio entre carreira e família como fatores determinantes para a permanência em uma empresa.

Para Marcell Guimarães, diretor de Vendas da Omint Saúde, esse novo perfil de profissional espera que as empresas enxerguem o colaborador de forma integral, considerando também o impacto do trabalho sobre sua vida pessoal e familiar. “Quando a organização oferece benefícios que também protegem a família do colaborador, ela demonstra que compreende o bem-estar para além do ambiente corporativo e da saúde, ativo fundamental numa cesta de benefícios. Essa sensação de segurança reduz preocupações, fortalece o vínculo com a empresa e contribui para um ambiente mais saudável, engajado e produtivo”, afirma.

Segundo o executivo, a evolução dos programas de benefícios também amplia a necessidade de as empresas contarem com parceiros estratégicos que atuem com o RH diante das mudanças organizacionais. “Manter talentos hoje significa oferecer soluções que façam sentido para diferentes perfis e momentos de vida. Por isso, ter ao lado parceiros que combinem inteligência em saúde e soluções personalizadas voltadas para a segurança patrimonial é fundamental para apoiar o RH em decisões mais eficientes e sustentáveis na gestão de pessoas”, enfatiza o especialista.

Nesse cenário, benefícios capazes de combinar proteção financeira, bem-estar e personalização tendem a ganhar cada vez mais espaço nas estratégias de gestão de pessoas. Em um mercado marcado pela disputa por talentos e pelas novas expectativas das gerações mais jovens, construir uma proposta de valor alinhada a essas demandas pode se tornar um diferencial para fortalecer o engajamento e consolidar uma cultura organizacional mais humana.