Legenda: Flávio Rewa, CCO da Pier Seguradora.
Crédito de Imagem: Rafael Merino.
Com 149 mil profissionais ativos no Brasil, corretores usam tecnologia para impulsionar produtividade e novas carteiras.
O corretor de seguros exerce um papel estratégico no mercado brasileiro, sendo responsável por conectar consumidores às melhores soluções de proteção. De acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), o Brasil possuía mais de 149 mil corretores de seguros ativos em janeiro de 2026, sendo cerca de 83,7 mil pessoas físicas e mais de 65,2 mil jurídicas. Juntos, esses profissionais respondem por cerca de 80% da venda de apólices no país, segundo a CNseg.
Se a relevância do corretor para o setor já está consolidada, o próximo passo é entender como sua atuação pode evoluir. Em um mercado cada vez mais digital, o profissional tende a assumir uma posição ainda mais estratégica: menos concentrado em tarefas operacionais e mais dedicado à consultoria, ao relacionamento e à identificação de novas oportunidades de negócio.
“O futuro não será tecnologia ou corretor. Será o corretor potencializado pela tecnologia. A transformação digital não diminui a importância desse profissional; ao contrário, permite que ele tenha mais tempo para fazer aquilo que nenhuma ferramenta substitui: entender o cliente, construir confiança e identificar as melhores oportunidades para cada perfil”, afirma Flávio Rewa, CCO da Pier, seguradora com a missão de mudar a relação dos brasileiros com os seguros.
Na visão do executivo, essa transformação passa por mudanças na rotina do corretor e também pela forma como seguradoras e profissionais constroem essa relação. Confira 5 movimentos que devem ganhar cada vez mais espaço:
1. Tecnologia como ferramenta de produtividade
Mais do que digitalizar processos, a tecnologia precisa ajudar o corretor a ganhar tempo e produtividade em atividades que fazem parte da rotina, como cotação, emissão, atendimento e acompanhamento de apólices. Quanto mais simples forem essas etapas, maior é o espaço para que o profissional se dedique à venda consultiva e ao relacionamento com o cliente. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma infraestrutura por trás da operação e passa a funcionar como uma ferramenta de trabalho do corretor, ampliando sua capacidade de atender mais pessoas e gerar novas oportunidades.
2. Diversificação da carteira
Ampliar a carteira também significa olhar para oportunidades que ainda são pouco exploradas. O seguro para smartphones é um exemplo de categoria que pode aproximar o corretor de novos públicos e criar novas possibilidades de relacionamento com clientes que talvez ainda não tenham outros seguros.
“A diversificação da carteira é uma oportunidade para o corretor estar mais presente na vida do cliente. O smartphone faz parte da rotina de praticamente todo mundo e pode ser uma porta de entrada para uma relação que, no futuro, pode se expandir para outras necessidades de proteção”, explica Rewa.
3. Mais tempo para vender e menos tempo para resolver burocracias
A evolução da atividade passa também pela redução das tarefas que consomem tempo sem necessariamente gerar valor para o cliente. Processos mais simples e jornadas digitais permitem que o corretor concentre sua energia em atividades estratégicas, como prospecção, atendimento e construção de relacionamento.
4. Experiência digital sem perder a proximidade
A digitalização mudou a expectativa dos consumidores, que estão acostumados a jornadas mais rápidas, simples e transparentes. Para o corretor, isso significa oferecer uma experiência que combine conveniência digital com o atendimento próximo que continua sendo um dos principais diferenciais da atividade. Nesse sentido, tecnologia e relacionamento não são caminhos opostos. Ferramentas digitais podem assumir parte da jornada operacional enquanto o corretor permanece como o principal ponto de confiança e orientação para o cliente.
5. Uma relação mais estratégica entre corretores e seguradoras
O futuro da distribuição de seguros também passa por uma mudança na relação entre corretores e seguradoras. Mais do que disponibilizar produtos, as companhias precisam criar condições para que esses profissionais consigam desenvolver seus negócios, com tecnologia, suporte e soluções que acompanhem as transformações do mercado.
“Na nossa visão, o corretor não deve ser visto apenas como um canal de distribuição. Ele é um empreendedor e um especialista que conhece profundamente seus clientes. A relação com a seguradora precisa evoluir para uma construção conjunta do negócio, em que os dois lados tenham condições de crescer. A transformação do mercado não significa substituir o corretor, mas ampliar sua capacidade de atuação”, finaliza.
