Menor patamar da série histórica registra 1.454 ocorrências no ano; SETCESP destaca avanço, mas alerta para custos com seguros e riscos.
Os roubos de cargas continuam em queda no estado de São Paulo. Entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 1.454 ocorrências, contra 2.106 no mesmo período de 2025, uma redução de 30,9%, segundo os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
Somente em julho, foram contabilizados 207 roubos de carga, diante de 250 ocorrências no mesmo mês do ano passado, recuo de 17,2%. Com o resultado, São Paulo completa sete meses consecutivos de queda na comparação com os respectivos meses de 2025.
Segundo divulgação do Governo do Estado de São Paulo com base nos dados da SSP-SP, o acumulado entre janeiro e julho representa o menor patamar da série histórica para o período.
Ao mesmo tempo, os números mostram que o problema continua relevante. Embora julho tenha registrado menos ocorrências que o mesmo mês de 2025, foram 207 roubos de carga em apenas 31 dias, evidenciando que a criminalidade ainda representa um desafio significativo para o setor.
De acordo com Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP, a redução dos roubos de carga é uma notícia positiva, principalmente por se tratar de um crime que impacta diretamente a segurança dos motoristas e a operação das transportadoras. “Os números mostram que houve avanço, mas o volume de ocorrências ainda é relevante. Por isso, é fundamental manter e ampliar o trabalho integrado entre as forças de segurança, o poder público e o setor privado para que essa tendência de queda seja sustentável”, afirma.
Segurança continua no centro das operações
Apesar da redução das ocorrências, o roubo de cargas permanece entre os principais desafios enfrentados pelas empresas de transporte rodoviário. Para reduzir a exposição de motoristas, veículos e mercadorias ao crime, as transportadoras mantêm investimentos em gerenciamento de risco, rastreamento, monitoramento, seguros, treinamento de equipes e outras medidas preventivas.
Para o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), a evolução dos indicadores reforça a importância da continuidade das ações de segurança e da integração entre autoridades públicas, empresas e entidades do setor.
A manutenção da tendência de queda depende do trabalho permanente de inteligência, investigação e prevenção, além da atenção aos principais corredores logísticos e áreas de maior circulação de mercadorias no estado.
Mesmo diante da melhora dos indicadores, o impacto do roubo de cargas vai além da mercadoria subtraída. A criminalidade influencia os custos de gerenciamento de risco e seguros, exige mudanças operacionais e representa, sobretudo, uma ameaça à segurança dos profissionais que atuam diariamente no transporte rodoviário.
“Quanto maior a segurança nas estradas, menores os custos das empresas com seguros e outras medidas de prevenção. Consequentemente, o frete das mercadorias fica mais barato, impactando positivamente o bolso do consumidor, visto que 65% de todas as cargas do País são movimentadas em rodovias”, observa o presidente do SETCESP.
Os dados de julho, portanto, mostram um cenário de avanço no combate ao crime, mas também reforçam a necessidade de manter os esforços para que a redução observada ao longo de 2026 se consolide nos próximos meses.
