Terceira etapa reforça o apoio às comunidades na comercialização dos produtos da floresta
A CNP Assurances e a CNP Seguradora, sua marca própria no Brasil, renovam com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) a parceria para o Conexão Amazônia. A terceira fase do projeto receberá investimento de R$ 2,5 milhões, elevando para R$ 7,5 milhões o total destinado à iniciativa desde seu lançamento, em 2024.
Executado pelo Idesam, o Conexão Amazônia busca fortalecer atividades econômicas baseadas no uso sustentável dos recursos da floresta, combinando geração de renda, desenvolvimento das organizações locais e conservação ambiental. O trabalho inclui assistência técnica, capacitação, melhoria de infraestrutura e apoio à comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Entre as ações está o investimento em energia fotovoltaica, que ajuda a reduzir a dependência do diesel nas atividades produtivas.
Nas duas primeiras fases, o projeto beneficiou 550 famílias e oito organizações sociais, capacitou mais de 600 pessoas e movimentou mais de R$ 4 milhões com a comercialização de produtos das organizações participantes. Mais de 13 mil árvores foram plantadas, e o projeto apoiou a conservação de aproximadamente 2,5 milhões de hectares de floresta.
“A continuidade do Conexão Amazônia reforça uma visão de longo prazo. A conservação da floresta precisa estar associada à criação de oportunidades econômicas para quem vive no território”, afirma Maximiliano Villanueva, CEO da CNP Assurances para a América Latina. “Ao lado do Idesam, queremos contribuir para que as organizações locais se fortaleçam e para que as cadeias sustentáveis da Amazônia ganhem cada vez mais capacidade de gerar renda e acessar mercados”, completa François Tritz, CEO da CNP Seguradora.
Apoio à comercialização
A terceira fase se concentrará nas mesmas oito associações e famílias atendidas nas etapas anteriores, com foco no apoio às comunidades para a comercialização dos produtos da floresta e na consolidação das cadeias apoiadas. A atuação permanecerá nos mesmos territórios, mantendo o apoio à conservação de aproximadamente 2,5 milhões de hectares de floresta.
A nova etapa tem como meta alcançar R$ 2,1 milhões em faturamento nas cadeias da sociobioeconomia amazônica, incluindo R$ 400 mil em faturamento comercial da Inatú Amazônia. Também prevê um plano de expansão e estruturação comercial, com a conquista de novos pontos de venda, novos clientes, e uma estratégia para investimento em negócios da sociobioeconomia.
Serão apoiadas 15 cadeias produtivas, com a manutenção de 13 já atendidas. As metas contemplam 550 pessoas, entre elas 80 mulheres e 50 jovens, que integram esse total.
Para o Idesam, a continuidade permite avançar sobre uma base construída nas etapas anteriores. “O projeto foi construindo uma jornada. Primeiro foi necessário fortalecer as organizações, estruturar as cadeias e oferecer assistência técnica. Agora avançamos para um estágio em que comercialização, tecnologia e autonomia ganham ainda mais importância. O objetivo é que essas redes se fortaleçam e consigam gerar renda de forma continuada, mantendo a floresta conservada”, afirma André Vianna, diretor técnico do Idesam.
