arlene Capel, diretora de Gestão de Afastados e FAP
Levantamento de 2025 aponta que a gestão previdenciária e do absenteísmo respondeu por R$ 88,9 milhões em custos evitados para clientes da Acrisure Brasil.
Em um cenário de aumento dos afastamentos por doenças, pressão sobre os custos trabalhistas e maior necessidade de controle das informações previdenciárias, empresas têm recorrido à inteligência de dados para reduzir perdas financeiras e tornar a gestão mais eficiente. Em 2025, as soluções gerenciais para afastamentos e inteligência previdenciária da Acrisure Brasil evitaram aproximadamente R$ 108,4 milhões em custos para seus clientes, resultado obtido por meio da integração entre dados do INSS, folha de pagamento, indicadores médicos e análises preditivas.
A maior parcela do resultado veio da Gestão Base Zero, responsável por cerca de R$ 52,4 milhões em custos evitados. A metodologia cruza diariamente os benefícios registrados pelo INSS com os afastamentos processados na folha de pagamento para identificar inconsistências, como divergências na classificação dos benefícios, registros de benefícios já cessados, pagamentos indevidos e situações de limbo previdenciário – quando o trabalhador permanece afastado pela empresa sem cobertura previdenciária. A conciliação das bases permite corrigir essas distorções antes que gerem impactos financeiros, trabalhistas e tributários.
Outro destaque foi a Gestão do Absenteísmo Médico, voltada aos afastamentos inferiores a 15 dias, que trouxe resultado de R$ 36,4 milhões em custos mitigados. A análise dos atestados permite acompanhar indicadores por tipo de adoecimento, função, região ou unidade, além de identificar reincidências, padrões de absenteísmo e oportunidades de atuação preventiva antes que pequenos afastamentos evoluam para ausências de longa duração. O sistema também compara mensalmente os indicadores da empresa com as metas estabelecidas para cada operação.
Somadas, as duas frentes responderam por R$ 88,9 milhões, o equivalente a aproximadamente 82% do resultado total.
“Muitas empresas ainda tratam os afastamentos apenas como uma rotina administrativa. Quando essas informações passam a ser analisadas de forma integrada, elas se transformam em inteligência para tomada de decisão. É possível identificar inconsistências, reduzir desperdícios, prevenir impactos sobre encargos futuros e, ao mesmo tempo, oferecer um acompanhamento mais estruturado e acolhedor ao trabalhador”, afirma Marlene Capel, diretora de Gestão de Afastados e FAP da Acrisure no Brasil.
Outra frente de atuação é a Gestão de Afastados à Previdência (GAP), responsável por monitorar continuamente informações sobre benefícios concedidos pelo INSS, afastamentos e acidentes do trabalho. Em 2025, essa atividade acrescentou cerca de R$ 6,6 milhões ao resultado consolidado.
Além da redução de custos, a solução fortalece a governança previdenciária das empresas ao consolidar informações dispersas em uma única base de análise, permitindo acompanhar indicadores, identificar tendências e comparar o desempenho da organização com referências do mercado e dados oficiais.
Acompanhamento individual dos afastados evita R$ 9,1 milhões em custos
Nos afastamentos superiores a 15 dias, o acompanhamento individual dos trabalhadores representou R$ 9,1 milhões em custos evitados, a partir de quase 3 mil casos acompanhados ao longo de 2025.
O trabalho começa, em geral, a partir do décimo sexto dia de afastamento e acompanha o empregado desde o requerimento do benefício até o retorno ao trabalho. Além da auditoria e orientação sobre documentação, perícias e procedimentos junto ao INSS, a equipe monitora continuamente a evolução de cada caso para reduzir atrasos, evitar indeferimentos e dar mais previsibilidade tanto ao trabalhador quanto à empresa.
Entre os fatores utilizados para mensurar os resultados estão o tempo de concessão dos benefícios, a redução dos indeferimentos e os casos em que o trabalhador recupera a capacidade laboral antes do período inicialmente previsto.
Um dos principais indicadores obtidos em 2025 foi a taxa de 46% de retorno antecipado ao trabalho entre os casos elegíveis. Na prática, isso reduz custos com substituições, contratos temporários e perda de produtividade, ao mesmo tempo em que acelera a reintegração do empregado às suas atividades.
“Nosso trabalho vai além do processo previdenciário. Acompanhamos cada trabalhador de forma próxima para que ele percorra esse caminho com mais segurança, orientação e agilidade. Isso beneficia o empregado, que recebe suporte em um momento de vulnerabilidade, e a empresa, que ganha previsibilidade sobre o afastamento e o retorno às atividades”, afirma Marlene Capel.
Gestão do FAP evita outros R$ 3,8 milhões
A atuação relacionada ao Fator Acidentário de Prevenção (FAP) respondeu por aproximadamente R$ 3,8 milhões em custos evitados. Desse total, R$ 3,2 milhões vieram da análise e projeção dos índices do FAP e R$ 500,7 mil da gestão de contestações.
A metodologia utiliza o histórico de afastamentos, adoecimentos e acidentes para identificar inconsistências, oportunidades de contestação e fatores que podem impactar o índice nos ciclos seguintes. A análise combina correções de informações existentes com uma atuação preventiva, permitindo que as empresas antecipem cenários e reduzam impactos futuros sobre a carga tributária previdenciária.
Para Marlene Capel, os resultados refletem a elevada maturidade na forma como as empresas enxergam e atuam na gestão de afastamentos.
“A gestão previdenciária, quando apoiada por dados e acompanhamento especializado, passa a contribuir diretamente para a sustentabilidade do negócio, apoiando as empresas a reduzir custos, fortalecer a governança e oferecer uma experiência mais segura aos trabalhadores durante todo o processo de afastamento.”
