Por Roberto Parenzi*

Não restam dúvidas de que os resultados líquidos das operadoras de saúde veio melhorando a cada trimestre ao longo de 2025.

Os números hoje divulgados pela ANS com o 4º trimestre e o fechamento de 2025 trazem alguns alentos mas não deixam de manter algumas preocupações.

Por exemplo, comemora-se uma redução da sinistralidade (segundo a própria Agência, o principal indicador operacional do setor) da ordem de 2,1 pontos percentuais, vis-à-vis o ano de 2024.

É bom; mas se analisarmos com profundidade, a sinistralidade de 81,7% deixa sobrar para as operadoras 18,3% para todas as demais despesas de custeio da administração, os pagamentos de comissionamento das vendas, o recolhimento de impostos e outras despesas não-operacionais, o que reduz significativamente o resultado operacional, ou seja, a margem de lucro antes das receitas financeiras.

Isto é comprovado ao ser apurado um lucro final das operadoras médico-hospitalares da ordem absoluta de R$ 23,4 bilhões, contudo sendo praticamente 63% decorrentes do resultado financeiro. Favorecido pela obrigatoriedade de formação de reservas para a garantia dos riscos, que são remuneradas pelas altíssimas taxas de juros prevalecentes.

Outro sinal de alerta deve ser levado em conta. A própria assessoria de imprensa da ANS informa que as três maiores operadoras, de um universo de mais de 600, concentraram quase metade (49%) do lucro agregado informado, evidenciando a influência do desempenho dessas grandes empresas no resultado geral do setor. Portanto, seguimos caminhando para uma grande concentração em mãos de poucos. E é notório o número de operadoras pequenas e médias que vem deixando o mercado, por suas frágeis condições econômico-financeiras.

Há o que ser comemorado, sem dúvidas; contudo, as principais características desse setor de atividades, como a alta sinistralidade e a decisiva participação do resultado financeiro para o equilíbrio das contas, ainda requerem equacionamento, assim como a preocupação com a sistemática concentração de números e empresas que está cada vez maior. Os consumidores dos planos de saúde precisarão de alternativas sólidas a um preço acessível para que suas escolhas não sejam frustradas.

*Roberto Parenzi  é Administrador de Empresas com Pós Graduação pela UNA e Sócio Diretor da Capitolio Consulting.

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