Empresas se adequam às normas do Ministério do Trabalho, com fiscalização prevista para o fim de maio
A nova norma do Ministério do Trabalho que detalha as diretrizes para gestão dos riscos psicossociais (NR-1) estará vigente à partir de 26/05. No entanto, especialistas destacam que o tema já é observado pelos órgãos fiscalizadores há alguns meses; nesse contexto, a Lockton organizou, recentemente, um webinário reunindo experts em saúde ocupacional e direito trabalhista para discutir práticas adotadas por empresas e novos caminhos para aquelas que ainda estão no início dessa jornada.
Segundo, Dr. Leandro Romani, diretor médico da Lockton, o cenário atual aumenta a responsabilidade das empresas na condução de programas de bem-estar e saúde mental, independentemente do novo prazo. “O adiamento da norma para maio não diminuiu a criticidade do tema. Pelo contrário: foi um convite para que as organizações amadureçam seus processos com calma, profundidade e responsabilidade. O impacto dos riscos psicossociais já é mensurável, sentido no dia a dia das equipes, e as empresas que não se prepararem desde agora podem enfrentar consequências jurídicas, produtivas e humanas”, afirma Romani.
A Lockton tem observado que, enquanto grandes empresas já possuem práticas bem estruturadas, muitas organizações de médio porte e estruturas mais enxutas ainda não contam com processos formais para lidar com os riscos psicossociais. É nesse ponto que a corretora atua como facilitadora.
Para Demétrius Lima, Gerente de Previdência da Lockton, aspectos como saúde financeira são parte integral do risco psicossocial. “O risco psicossocial é multidimensional e passa, inclusive, pela saúde financeira dos colaboradores. Nossa proposta é apoiar as empresas no mapeamento, na priorização e no desenvolvimento de trilhas que realmente transformem o ambiente de trabalho”, destaca.
A Lockton tem auxiliado companhias a alcançarem o diagnóstico desejado por meio de metodologias como HSE e Gallup, ferramentas padronizadas e reconhecidas internacionalmente, mapeamento de indicadores e construção de programas integrados envolvendo áreas como saúde ocupacional, jurídico, RH e comunicação interna.
Aché apresenta práticas internas como referência para o mercado
Convidado para integrar a lista de apresentadores, Dr. Marcello Caniello, Gerente Sr. de Saúde do Aché Laboratórios, compartilhou sua experiência com o programa “Estar Bem Aché”, que reúne seis pilares: saúde física, mental, social, financeira, intelectual e ocupacional. A iniciativa inclui ações como telepsicologia, brigadistas da mente, short friday e bloqueios sistêmicos.
De acordo com o médico, mensurar resultados e manter programas ativos é essencial para o sucesso. “O foco é fortalecer uma cultura que apoie a saúde mental de forma estruturada e mensurável. A medição constante e o uso de metodologias como HSE e Gallup são fundamentais para garantir evolução”, afirma Caniello.
Oportunidade de evolução contínua
Os especialistas reforçam cinco pilares fundamentais para a gestão dos riscos psicossociais:
- Diagnóstico profundo: questionários validados, escuta ativa e análise de indicadores.
- Cultura organizacional saudável: formação de líderes preparados para acolher.
- Ações preventivas: apoio psicológico, educação financeira e estímulos ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
- Gestão integrada: revisão do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) com o envolvimento de múltiplas áreas.
- Monitoramento permanente: mensuração, revisão e evolução contínua dos programas.

