GPTW SP — Seguros lidera ranking e mulheres chegam a 43%

Setor de seguros ganha destaque na 8ª edição da pesquisa, que aponta avanço da presença feminina e qualidade de vida como chave para retenção de talentos.

O Great Place To Work® (GPTW), principal referência global em cultura organizacional, apresentou os resultados da 8ª edição do Ranking das Melhores Empresas Para Trabalhar™ São Paulo, que reúne empresas de diferentes setores e mostra como elas vêm transformando práticas de gestão de pessoas em diferenciais para atrair, desenvolver e manter talentos.

Em 2026, 1.006 empresas participaram da pesquisa, que alcançou mais de 1 milhão de colaboradores. Entre as organizações reconhecidas, 36 foram premiadas pela primeira vez, enquanto cinco empresas mantêm uma trajetória de destaque e aparecem em todas as oito edições do ranking. O levantamento também mostra a força de ambientes inovadores: eles são duas vezes mais frequentes entre as empresas premiadas.

Outro dado que chama atenção para a experiência dos profissionais é que sete em cada dez colaboradores apontam as oportunidades de crescimento e a qualidade de vida como principais motivos para permanecerem nas empresas, reforçando a importância de uma cultura organizacional que combine desenvolvimento profissional, bem-estar e perspectivas de carreira.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o ranking reconheceu organizações de diferentes portes (20 de grande e médio e 10 de pequeno porte), enquanto o interior do Estado e o Litoral Paulista também tiveram ampla participação, com 20 de grande porte, 21 de médio e 11 de pequeno porte. Em comum, as empresas premiadas se destacam pela adoção de práticas consistentes de gestão de pessoas em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e competitivo.

A diversidade de setores é outro destaque desta edição. As empresas reconhecidas estão distribuídas por mais de 17 segmentos da economia, com predominância de Serviços Financeiros e Seguros, que reúne 23 organizações, seguido por Tecnologia da Informação, com 21, e Produção e Manufaturas, com 12. Juntos, os três segmentos concentram mais da metade das empresas premiadas.

Perfil etário

Em 2026, os profissionais entre 35 e 44 anos passaram a representar 33% do total, avanço de um ponto percentual em relação ao ano anterior. A faixa etária de 45 a 54 anos também registrou crescimento de 2%, alcançando 16%. A participação dos colaboradores com 55 anos ou mais permaneceu estável em 5%, tanto em 2025 quanto em 2026. Em contrapartida, a faixa entre 26 e 34 anos apresentou retração de um ponto percentual. O mesmo aconteceu com os profissionais com até 25 anos, que tiveram recuo de 1%, registrando 15%, o menor patamar dos últimos três anos.

Tempo de casa

Em 2026, os profissionais com mais tempo de casa ganharam espaço nas empresas. A participação daqueles com seis a dez anos de vínculo cresceu um ponto percentual, chegando a 15%. O mesmo avanço foi registrado entre os colaboradores com 11 a 15 anos, que passaram a representar 9%, e entre os que estão na empresa há 16 a 20 anos e mais de 20 anos, ambos com 4%.

Já os profissionais com dois a cinco anos de empresa mantiveram a participação em 31%. Apesar do crescimento das faixas com maior tempo de casa, os colaboradores com menos de dois anos de empresa ainda são maioria, representando 38% do total. O grupo, no entanto, registrou uma queda de três pontos percentuais em relação ao ano anterior, sinalizando uma presença crescente de profissionais com trajetórias mais longas dentro das organizações.

Perfil por gênero

A participação feminina ganhou espaço entre as empresas de São Paulo reconhecidas pelo ranking GPTW. Em 2026, as mulheres passaram a representar 43% dos colaboradores, quatro pontos percentuais acima do registrado em 2025 e o maior patamar desde 2024, quando a participação era de 36%. O avanço indica uma presença cada vez mais expressiva das mulheres nos quadros das organizações reconhecidas pelo ranking e amplia a representatividade feminina no mercado de trabalho paulista.

Liderança e CEO

Em 2026, a presença feminina na alta liderança permaneceu estável, com mulheres ocupando 28% dos cargos. Na média liderança, houve uma leve retração, de 34% em 2025 para 33% em 2026. Já nas demais posições de liderança, a participação feminina avançou dois pontos percentuais, chegando a 42% neste ano. Os dados indicam que, apesar dos avanços em algumas posições, ainda existem desafios para ampliar a diversidade de gênero em todos os níveis de gestão.

Entre as Melhores Empresas Para Trabalhar, a presença feminina também registrou crescimento entre os CEO’s. O percentual avançou cinco pontos percentuais em relação a 2025 e um ponto percentual na comparação com 2024, alcançando 15% em 2026, o melhor resultado dos últimos três anos.

Índice de Inovação (IVR)

A diferença entre as empresas premiadas e não premiadas permanece significativa: no estágio avançado de inovação, a distância é de 14 pontos percentuais. Além disso, o estudo identificou que as empresas reconhecidas apresentam percentual 19% menor de organizações em estágio de atrito, reforçando como ambientes de trabalho saudáveis e de confiança impactam a inovação do negócio.

Em 2026, 36% das empresas premiadas operam no estágio funcional de inovação, queda de um ponto percentual em relação ao ranking anterior. O estudo também identificou redução de oito pontos percentuais (28%) em relação ao último ranking, de empresas no estágio acelerado.

Fatores de permanência

O estudo também identificou mudanças nos fatores que influenciam a permanência dos colaboradores nas empresas. Oportunidade de crescimento, qualidade de vida, remuneração, benefícios e estabilidade ganharam relevância no último ano. A qualidade de vida avançou três pontos percentuais em relação a 2025, enquanto a remuneração e benefícios subiram dois pontos. Já a oportunidade de crescimento e a estabilidade registraram alta de um ponto percentual cada. Na contramão, o alinhamento de valores recuou seis pontos percentuais no período.

Confira o ranking neste link:

https://conteudo.gptw.com.br/estudo-estudo-sao-paulo-2026