A Lockton, maior corretora independente de seguros do mundo, divulgou os principais resultados da 10ª edição da sua Pesquisa de Benefícios, que registrou um aumento de mais de 340% de participações desde seu primeiro levantamento, em 2016. O estudo por sua vez, evidencia uma mudança estrutural no papel dos benefícios corporativos, cada vez mais integrados à gestão de riscos e à sustentabilidade dos custos assistenciais.
“Ao longo desses 10 anos, a pesquisa deixou de ser apenas um levantamento de práticas e consolidou-se como uma ferramenta de inteligência de mercado. O estudo, que começou com 142 participantes em 2016, agora permite que as empresas comparem seus programas, antecipem tendências e tomem decisões com base em dados, em um cenário cada vez mais complexo”, explica Cesar Lopes, Diretor Executivo da Lockton Brasil.
O crescimento da base de participantes também reflete o avanço do uso de dados e o benchmarking na tomada de decisão das empresas. Comparativos de mercado passam a orientar a estruturação de programas corporativos, contribuindo para maior previsibilidade de impacto financeiro e equilíbrio entre competitividade e eficiência.
“De acordo com a pesquisa, 63% das empresas já consideram os benefícios parte central da proposta de valor ao colaborador, o que reforça o papel cada vez mais estratégico desse tema dentro das organizações, especialmente quando conectado à gestão de saúde e à previsibilidade de custos”, afirma Cesar.
Telemedicina, parentalidade e benefícios flexíveis são temas recorrentes ao RH
O estudo mostra que programas de telemedicina e terapia online vêm sendo ampliados pelas empresas como forma de ampliar o acesso ao cuidado e atuar de forma preventiva. Atualmente, 86% das empresas participantes oferecem serviços de telemedicina, enquanto a oferta de terapia online apresentou crescimento de 33% até 2025, indicando a consolidação dessas soluções na estratégia de saúde corporativa. Isto é um reflexo do contexto atual: em 2023, o INSS registrou o afastamento por transtornos mentais de mais de 288 mil beneficiários, trazendo mais atenção aos riscos psicossociais nas empresas.
O levantamento também identificou o crescimento de políticas relacionadas à parentalidade, com ampliação de benefícios como auxílio-creche, que registrou aumento de 7% na prevalência entre as empresas além da extensão de licenças parentais voltadas ao cuidado familiar, refletindo mudanças no perfil do colaborador e na agenda corporativa.
Ainda, a pesquisa aponta o avanço dos benefícios flexíveis como resposta à necessidade de personalização das jornadas: modelos baseados em cartões multi benefícios cresceram de 10% em 2022 para 22% em 2025, indicando maior adoção de soluções que permitem ao beneficiário adaptar o pacote às suas necessidades. O movimento reflete uma mudança no perfil da força de trabalho, cada vez mais orientada por demandas multifatoriais, e reforça a busca das empresas por maior aderência e eficiência na gestão dos benefícios.
“A pesquisa ressalta como a gestão de benefícios deixou de acompanhar o negócio e transformou-se em um fator decisivo dentro das empresas. Este movimento demanda uma leitura mais integrada entre saúde, comportamento do colaborador e sustentabilidade financeira, principalmente em um cenário de transformação do perfil da força de trabalho”, conclui o executivo.

