Setor registrou arrecadação de R$ 415 bilhões em 2025 impulsionado pela busca crescente por proteção patrimonial e segurança financeira.
O mercado segurador brasileiro atravessa um momento de consolidação. Em 2025, o setor arrecadou R$ 415 bilhões, resultado que evidencia a capacidade de adaptação da indústria mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal responsável pela regulação e fiscalização do mercado de seguros no Brasil. A expansão de ramos ligados diretamente à proteção da vida e do patrimônio indica mudança gradual no comportamento do consumidor, que passou a priorizar mecanismos capazes de reduzir riscos e garantir estabilidade financeira.
Entre os destaques do período estão o crescimento do seguro de vida, que avançou 12,7%, e do seguro automotivo, com alta de 6,79%. O volume de recursos reservados pelas seguradoras também demonstra a solidez do sistema. As provisões técnicas alcançaram cerca de R$ 2,06 trilhões, montante equivalente a 16,15% do PIB brasileiro e que sustenta a capacidade do setor de cumprir compromissos assumidos com os segurados.
Para Nikolaus Maack, Diretor de Negócios Digitais e Inovação da Bamaq Seguros, o resultado confirma a maturidade do mercado. “O faturamento de R$ 415 bilhões em 2025 é um marco de resiliência. O crescimento do seguro de vida e do seguro auto mostra que o consumidor priorizou a proteção real em um ano de desafios econômicos”.
Outro indicador relevante foi o volume destinado aos segurados. Em 2025, o setor pagou R$ 265,3 bilhões em indenizações, benefícios e resgates, crescimento de 9,54% em relação ao ano anterior. Segundo Maack, o dado evidencia o impacto direto da atividade na economia e na segurança financeira das famílias.
Mudanças regulatórias recentes também contribuíram para ampliar o alcance do setor. A Lei Complementar nº 213/2025 abriu espaço para cooperativas e grupos mutualistas, iniciativa que tende a estimular concorrência e ampliar o acesso da população aos seguros. Outras medidas buscaram fortalecer a segurança jurídica e tornar os contratos mais claros.
“O ano de 2025 não foi apenas de números, mas de regras mais justas e modernas que aproximam o seguro de quem antes não tinha acesso”, afirma Maack.
Para os próximos anos, a expectativa é de um ambiente mais competitivo e marcado por soluções personalizadas. Nesse cenário, cresce também o papel do corretor como consultor especializado, responsável por orientar clientes diante de novas possibilidades de proteção financeira.
“Com o aumento dos pagamentos e as novas leis, 2026 será o ano da competitividade e da consultoria personalizada, um reforço ao verdadeiro papel do corretor de seguros”, destaca Maack. Por isso, acrescenta o executivo, o objetivo da companhia “não é apenas vender apólices, mas ser um parceiro estratégico. Com produtos mais flexíveis, como o Vida Universal, meu papel é desenhar soluções que mudam conforme a fase de vida do cliente. Estamos oferecendo seguros que sejam fáceis de entender e rápidos de acionar”, conclui.

